Azores Digital

--> Hoje, dia 16 de Dezembro de 2017

Os Ares do Poço

Sábado, 13 de Dezembro de 2014 806 visualizações Partilhar

O título desta Crónica bem que poderia ter sido uma paráfrase da expressão que acabou por constar na formulação deste título e dos assuntos visados – embora mais pensados a propósito dos poços de ar que vem perturbando as rotas e rotos planos de voo da política aérea e da aérea política nos Açores (novamente geminados com as velhas e exauridas asinhas do mesmo ou idêntico rasteiro distintivo recorrentemente encenado como promissor e prometeico projecto histórico-político regional)...

– Todavia, na opção pelo uso desta frase alternativa, melhor se dirá dos ludibriantes ventos enrolados em tão lamacento e conspurcado pélago, como na passada quinta-feira bem evidente terá ficado aos olhos de quantos presenciaram o Debate na RTP-A sobre tão enevoada problemática!

Mas vem isto também a propósito de tudo o que temos visto dito abertamente, ou implicitamente escrito (quando não sussurrado ou tacitamente subscrito) nos OCS e nas Redes Sociais, na precisa altura em que a ditosa TAP (de modo manobrista, velhaco, oportunista e socialmente repugnante!) confirmava ir perpetrar greve de vários dias em cima da época de Natal, com uma ensaiada cantilena político-sindical e supostamente patriótico-administrativa e financeira, dita “contra a privatização” da empresa e sob invocadas razões de algum “não cumprimento” de um misérrimo ou miserabilista caderno de encargos laborais, certamente muito penalizadores tanto para as suas perfumadas, elegantes e gentis tripulações e demais serviços de cabine, como para os restantes sectores de tão lucrativa companhia de bandeira lusa, à qual, como é sabido, todo o país e ainda mais os Açores devem favores e graças e horários e tarifas e parcerias e transparências só equivalentes àqueles que os abertos céus e as bolsas das ilhas (e os favores e contra-favores dos governos e dos orçamentos de cá e de lá) lhes tem generosamente concedido...

– Felizmente, desde há décadas, aqui no DI, ambos os temas tem sido enfrentados com frontalidade, perante cumplicidades e cobardias de tantas outras vozes políticas e sociais terceirenses já reduzidas a simples ecos de um estagnado poço sem fundo, que afinal a todos os Açorianos envergonha e prejudica, apesar de às vezes traduzir mesmo a merecida paga pela total ausência de consciência e de horizontes de futuro (e até de passado!) a que parecemos de novo condenados.

 

Colunista:

Eduardo Ferraz da Rosa

Outros Artigos de Eduardo Ferraz da Rosa

Mais Artigos