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A revista do ano

Terça, 06 de Janeiro de 2015 884 visualizações Partilhar

O ano de 2014 marcou-me pela sua irreverência. Pela sua inquietude de não querer ser normal. Pela sua ansiedade tremenda em surpreender. Pelas suas coisas boas e más, pois mesmo sendo um ano sui generis, foi só mais um que passou. De 2014 a 2015, houve um equilíbrio entre tristezas e alegrias, e em nada este ano contribuiu para o meu abatimento mental ou sequer para o fluir extasiado da felicidade. Foi só mais um que passou e fica para a História.

A minha revista do ano não se cinge ao negro do que se passou em 2014 como tão bem sabem fazer as televisões portuguesas. Desde a TVI à CMTV, a revista do ano embrulha-se nos sequestros, nas mortes, nos desaparecimentos e nos casos de corrupção que assolaram o país. Onde ficam as coisas boas que aconteceram em Portugal?

Existem três grandes acontecimentos que marcaram o ano em Portugal: a morte do colosso futebolístico, Eusébio da Silva Ferreira; a atribuição do Grammy, como prémio de carreira, ao fadista português, Carlos do Carmo; e a prisão de José Sócrates. A nível nacional, fico-me por estes três momentos importantes, uma vez que se traduziram em notícias que chocaram o povo português de uma forma incrível. Eusébio deixou um legado imbatível para as gerações futuras. Carlos do Carmo deu ao fado e aos portugueses, a maior alegria deste ano. José Sócrates, seja ele culpado ou inocente, manchou a democracia portuguesa para sempre.

Um ano é cheio de acontecimentos. Em Portugal foram imensos. A saída da TROIKA e a consequente recuperação da nossa soberania, o escândalo do BES e a atribuição da Bola de Ouro a Cristiano Ronaldo foram outros factos importantes.

A nível internacional, a questão a Ucrânia e da Rússia, e o início de uma nova fase da Guerra Fria; a ação satânica do Estado Islâmico; a Alemanha a vencer o Mundial no Brasil; a morte do mito do Real Madrid, Alfredo Di Stéfano; o reaparecimento em força da epidemia do ébola; as tendências separatistas que se evidenciaram tanto na Escócia como na Catalunha; ou o discurso conciliador do papa Francisco. Estas foram as situações que marcaram mais o ano de 2014 no panorama mundial.

Portugal teve no topo do mundo, tanto no fado como no futebol. Infelizmente, a nível político, a nossa imagem fica a desejar.

Que 2015 seja um ano mais normal do que 2014. Com saúde, amor, paz e alegria.

PS: E sim… o Benfica foi Campeão Nacional, venceu a Taça de Portugal e a Taça da Liga!

 

Colunista:

Emanuel Areias

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