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As Lideranças Radicais

Sábado, 17 de Janeiro de 2015 899 visualizações Partilhar

Há 2 anos (quando Vasco Cordeiro recebeu o “Relatório” da Praia da Vitória sobre as colisões da presença americana nas Lajes, e quando ouvimos, pela soberana voz do então ministro Branco, que as relações Portugal-USA iam muito para além dos doirados “peanuts” do Campo das Lajes), publiquei aqui uma Crónica (“As Lajes em Fogos de Alto”) onde eram feitas ponderações sobre uma Nota Oficial do Governo Regional na qual foram desmentidas e corrigidas afirmações do presidente da autarquia praiense, – entendendo aí o GRA ser “útil e necessário esclarecer”, por falso e contrário ao referido pelo autarca, que um, na altura apregoado, “interesse” de empresários americanos pela Terceira resultasse “do trabalho desenvolvido” pelo chefe do executivo nos Estados Unidos (onde fizera contactos “no sentido de encontrar soluções” que minimizassem “o impacto da redução” na Base)...

E depois, porque aquele edil ainda alegara que tal informação lhe fora “transmitida pelo próprio presidente do Governo”, logo o gabinete de Cordeiro veio acentuar, em relação à citada vinda dos tais empresários, ser a dita “uma iniciativa do Governo dos EUA, promovida pela [sua] Embaixada (...) em conjugação com o Comando Europeu há já algum tempo”, mais precisando que o respectivo programa e actividades tinham sido trabalhados entre as autoridades americanas e o Governo dos Açores, sendo através deste que fora “promovida a participação das entidades representativas dos empresários da Ilha Terceira e o Município da Praia da Vitória”!

– Ora este paradigmático episódio, simultaneamente recordatório e premonitório de muita história regional e nacional, merece ser recordado agora, quando a Praia e a sua actual gestão político-partidária aparecem totalmente vulneráveis, decisoriamente impotentes, descredibilizadas, quase sem nenhuma miragem de salvaguarda ou saída “sustentável”, e completamente à margem do que lhe diz respeito (dir-se-ia direito ao respeito!), para além de ridículas bravatas e retóricas “radicais” sem consistência...

E hoje mesmo, por unanimidade, a Câmara de Angra acaba de chegar-se (liderante?) à frente da batalha terceirense, sem sequer nomear a triste, inócua e destroçada Praia!

 

Colunista:

Eduardo Ferraz da Rosa