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Notícias sobre as “Paisagens Rupestres da Ilha Terceira”

Domingo, 11 de Outubro de 2015 977 visualizações Partilhar

Foi entregue no passado dia 28, no Portal da Ciência Horizon2020 Açores, uma candidatura a financiamento dos estudos em decurso. Sob o título PRIT-ETA (Paisagens Rupestres da Ilha Terceira – Estudos Técnicos e Antropológicos) nela está previsto um intercâmbio/ colaboração entre cientistas estrageiros e locais, em áreas como: a comparação de pólen (a colher em perfurações, ou amostras de solos recolhidas sob as grandes rochas) com o manto vegetal actual, a análise de degradação de rochas (especialmente dirigida às pias e incisões), a análise ao magnetismo das rochas traquíticas (as preferidas nestes locais) para comparação com as basálticas, e também o estudo de estilos de construção de muros (onde se enquadram os de grandes rochas tipo “menhir”).

Uma segunda linha de estudos dirige-se à construção de uma base de dados/ inventário onde serão registados todos os objectos em estudo (pias, formações rochosas zoomorfas e antropomorfas que lhes estejam ligadas, assim como algumas das rochas com incisões) devidamente catalogados e identificados por mapiação, localização topográfica e geográfica, fotografia e desenho técnico e artístico, para além de localização por GPS. Este inventário será informatizado e o seu acesso aberto ao público em vários suportes, podendo mesmo ser consultado nos próprios locais, por telemóvel e frente às peças em observação (localizáveis por GPS), sobre as quais será dada a informação disponível. O valor deste dispositivo para o turismo será incalculável, visto dificilmente ser possível dispor de guias devidamente preparados, dada a vastidão da informação a fornecer. Aliás, a criação de um arquivo deste tipo já deveria estar a decorrer, financiado pelo sector do turismo ou pelas duas Câmaras Municipais, pois o enriquecimento paisagístico que ele fornece é desde já uma mais-valia local que se encontra em total subaproveitamento: paisagens bonitas existem em muitos locais, porém, com os aditivos aqui encontrados, são raras (para não dizer – únicas).

Tendo em consideração que o destino a atribuir a esta candidatura irá condicionar o desenvolvimento da Ilha pois a divulgação que lhe está inerente (independente dos resultados) é algo que já se tornou indispensável, na actual situação da Ilha Terceira face ao turismo, impõe-se uma tomada de posição, pois, se lhe acontecer o mesmo que à candidatura anterior, dirigida à DRaC (e recusada!), que propunha a realização de uma série de pequenos documentários a divulgar cada um dos sítios em estudo e que poderia ser colocada na Internet – o que não irá suceder, chega-se assim a um ponto em que se torna indispensável a manifestação da opinião pública, ou seja, torna-se necessário decidir o que fazer quando decisões contrárias aos interesses da Ilha continuam a ser tomadas na “serenidade” dos gabinetes e sem consequências!

 

Antonieta Costa

08/10/2015

 

 

Colunista:

Antonieta Costa