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Ser amigo é…

Quarta, 13 de Janeiro de 2016 1834 visualizações Partilhar

A conquista de amigos é o nosso primeiro ato social digno de relevo. A escola (jardim de infância nos tempos atuais) transforma-se num reduto preferencial para alcançarmos a amizade de alguém – segundo o dicionário, a palavra traduz-se na “afeição por uma pessoa, simpatia, dedicação, atracção”.

O mais giro de tudo é que a escolha de um amigo não requer qualquer tipo de exigência.

Não interessa ser bonito, gordo, magro, alto, baixo, rico ou pobre. Só se pretende uma única coisa – que seja nosso amigo.

Como se chega ao estatuto de amigo é fenómeno ainda por explicar. É algo que se sente, mas não se revela por palavras.

É dos sentimentos mais nobres e consistentes, bem ao contrário do amor, cuja aproximação ao ódio pode ser feita à velocidade da luz.

Os amigos brotam dos bancos da escola, da vizinhança, da tropa, do trabalho e dos amigos... dos amigos.

Podem nunca estar de acordo com as nossas ideias, serem adeptos dos rivais do clube que nos faz vibrar, mas, caramba, gostamos mesmo dos amigos.

O mundo sem amigos é, de todo, inconcebível. Era como se o sol fosse frio ou os rios não transportassem água nos seus leitos.

Costuma-se dizer que os amigos são para as ocasiões, as quais, posteriormente, se transformam em recordações para toda a vida.

Os amigos catalisam emoções que solidificam a partilha própria da amizade.

“Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és”, é outro dos aforismos utilizados com o intuito de desmascarar um eventual amigo da onça.

A sabedoria popular que me desculpe, mas acho que, neste caso, está a ser demasiadamente intrometida.

Cabe exclusivamente a nós darmos palpites sobre os nossos amigos. Quem está de fora, cheira tabaco...

 

joaorochagenio@hotmail.com

 

 

Colunista:

João Rocha

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