Começo a ficar farto desta mania do “politicamente correto”!...
Este nosso pequeno mundo não pára de nos surpreender com atitudes de grosseria injustificada, encapotada por detrás de alegadas opiniões e vontades, acobertadas por modismos importados e por plastificadas convicções que negam as origens dos seus autores.
Tomo conhecimento pela comunicação social, que a direção nacional da Liga Portuguesa Contra o Cancro veio a público, cobarde e vilmente através da sua página do Facebook, denegrir e ofender o empenho e lucidez da equipa açoriana que voluntariamente se disponibilizava a, no seu meio social e culturalmente coerente e verdadeiro, combater a fatídica doença que poderá atingir qualquer um de nós.
A título de declaração de intenções, digo-vos que nem sei se conheço muitos dos membros da direção da LPCC para os Açores, que honradamente (e segundo li) se demitiu em bloco, nem (no meu papel de defensor da opinião alheia) ponho em causa a opinião individual dos membros da direção nacional da mesma.
Não deixo é de me surpreender com a boçal e ditatorial desautorização pública de quem, no desempenho dos seus compromissos de cidadania, recorreu a uma tradição legal e culturalmente integrada na realidade terceirense, para angariação de fundos para uma causa que todos generalizadamente devemos abraçar.
Nunca será demais relembrar que o gosto pela tauromaquia e a legalidade das práticas a ela associadas é uma realidade na Terceira, nos Açores e em todo o Portugal e que a quotização pública que esse festival implicaria, traduziria a importância da causa e o respeito que os organizadores, participantes e público em geral merecem.
As aleivosias proferidas pela alegada direção nacional, ofendem todos estes, enxovalhando o motivo e a organização no seu todo.
Creio que todos já estamos fartos de falsas retratações públicas e de fugas do tipo “não era bem isto que eu queria dizer…”
Talvez tenha chegado a hora desta direção nacional, aprendendo uma lição de dignidade com os seus pares açorianos, se demitir em bloco.
Caso tal não aconteça, talvez me sinta tentado a num próximo peditório responder:
Não, obrigado! Prefiro doar o meu dinheiro àqueles que me (nos) respeitam.
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