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Paisagens Rupestres (4 e último da série)

Sexta, 13 de Maio de 2016 512 visualizações Partilhar

Eis a questão que apresento para proposta de classificação das “Paisagens Rupestres”. Neste contexto, um dos dois modelos deverá ser aceite (como Bem Cultural, ou como Paisagístico), dependendo do resultado da sua apreciação, pelo júri.

Alegação:

- Uma das características que distinguem as Paisagens da Ilha Terceira, em comparação com as do restante Arquipélago (ou do que se conhece delas) é a das “marcas”, que a caracterizam como “rupestres” – algo que (do que se conhece dos Açores), se apresenta tão inacreditável que tem conseguido suster uma decisão nesse sentido. E no entanto, por inconcebível que seja, essas marcas apresentam-se de modo genuíno e verificável! Patenteando-se em tão grande abundância e extensão, as dúvidas que deveriam levantar seriam apenas quanto à forma como foram escondidas até ao presente.

- Mas impossível de negar, a sua existência real passa a exigir o acordo da parte dos órgãos governamentais para o seu reconhecimento, ou seja, para o reconhecimento da sua realidade física, a qual as torna originais no Arquipélago e, como tal, susceptíveis de um destaque.

- Tal como acontece, por exemplo, com o reconhecimento de marcas naturais (a Rocha dos Bordões, na Ilha das Flores), ou importantes intervenções ambientais (como na Vinha do Pico), dois tipos de “marcas” (uma “natural”, outra “humana”) que contribuíram para diferenciar essas Paisagens dos Açores e lhes atribuir um estatuto de Bem Patrimonial, as que aqui se referem aguardam que (passado o estado catatónico em que se mantém os observadores) se proceda ao seu reconhecimento oficial.

- Do mesmo modo que sucedeu antes nos Açores, estas “marcas” da Ilha Terceira, a que chamo rupestres (assim reconhecidas por especialistas, que já as identificaram como “humanas”, ou antrópicas), mas que podem também, ser vistas (pelos incrédulos) como “naturais” e neste caso, apenas contribuindo para distinguir uma paisagem natural (como a da Rocha dos Bordões), deverão, devido à extensão geográfica que cobrem e ao volume de exemplares que exibem, contribuir para a diferenciação paisagística aqui em questão e serem, em consequência, classificadas como “Património”.

- Na triagem para a sua selecção, as “marcas” (quer tidas como antrópicas, quer como naturais) seriam definidas por aspectos distintos, que as manteriam defendidas de circunstâncias ambíguas, propondo-se que nas situações consideradas correctas, os quatro elementos que as compõem (“Pias”, “Menhires”, “Inscrições” e “Figuras”), deveriam ocorrer, no mínimo, em pares ou ainda em trios, estipulando-se que, onde quer que surgissem (nesta conjuntura referida) deveriam constar como testemunho desse Património e como tal serem classificadas (provavelmente na forma de grandes áreas, englobando as referidas manifestações).

 

É esta a questão. Se assim for julgado oportuno, proponho que o conteúdo seja revisto e reconfigurado (por jurista) de acordo com as respectivas fórmulas. Se for julgado conveniente, o documento irá constar como matéria sujeita aos votos dos interessados e/ou recolha de assinaturas para apresentação às autoridades na matéria. Uma destas decisões será tomada.

Antonieta Costa

12/05/2016

 

 

Colunista:

Antonieta Costa