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As Famílias da Caixa

Sábado, 19 de Novembro de 2016 366 visualizações Partilhar

Apesar das mudanças de paradigma, nomenclaturas e categorias sistematizadas em Filosofia da Linguagem e nas pragmáticas da Linguística – e algumas outrora vertidas em programas escolares como heranças chomskianas para entendimento de sintaxes, estruturas profundas da cognição e actos de fala (conquanto em confronto de inatismos e construtivismos, e muitas delas subordinadas a modalidades gerativas ou generativas – oscilando-se entre termos anglo-saxónicos e francesismos... – recorde-se, com diagramas, árvores, sintagmas e indicadores) –, a verdade é que continuam válidos conceitos e expressões bastante úteis para a compreensão dos elementos, estruturas materiais e intencionais da Linguagem, da Língua e da Fala, tal como se nota nos manuais e áreas específicas (Fonética, Morfologia, Sintaxe, Semântica, Léxico, Discurso e Retórica) das Gramáticas em vigência.

Porém vem isto ainda a propósito analógico da provecta classificação da formação de palavras em parentela (palavras da mesma família), por relação àquelas que têm a mesma raiz ou radical (dita “base nominal, adjectival ou verbal”) associada a prefixos e sufixos, sendo que tal processo também potencia o uso retórico e simbólico de novas intenções significativas:

– É o caso de Caixa, onde depósito de caixinhas, caixotes de despudor, encaixes de capital e desencaixotamento de afrontas à Lei, ao Fisco, à Justiça e à Soberania dos mais altos órgãos do Estado, continuam a marcar os caixas em serviço político-partidário, conspurcando as mentes e as línguas do Governo e da AR encaixilhadas pela serventia da balbuciação e da dislexia ético-política (e ideológica?!) de um BE rendido e avezado aos vícios do sistema e regime estabelecidos, e de um PCP – até ele submisso e convertido? – encaixotando-se agora com os neófitos “radicais pequeno-burgueses”, e cheios ambos de “decalques e clichés” onde “existem numerosas contradições” (quiçá tumbas da História e da Democracia)...

E tudo isto acontece – arrastando-se dia após dia este jogo de Rolha, Cabra-Cega ou Alta Barraca, com novos documentos e episódios escondidos ou vendados sob a venda de situações de excepção, conluios ou cedência a encobrimentos de desconfiar, e sem que ordem de despejo ou imediata revogação de contratos milionários seja pedida ou pronunciada por ninguém... –, visto porventura o felizardo PS como mal menor (realmente um caixão de “socialistas” menores!) nessa geringonça frentista que tem servido (e bem!) para suposta “blocagem” a uma (outra) direita ou a um (outro) centro-direita/esquerda indistintos, que os irá derrotar, cedo ou tarde, então a todos, em conjunto!

 

Colunista:

Eduardo Ferraz da Rosa

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