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Dois pesos e duas medidas

Segunda, 12 de Dezembro de 2016 130 visualizações Partilhar

Sobre o chavão "dois pesos, duas medidas":

1- Hoje em dia dizemos que um primeiro-ministro mandou os jovens emigrarem. Na realidade tivemos dois a dizê-lo e ninguém se lembra das afirmações de Costa, em Paris. Porque foram ocultadas ou estupidamente ignoradas. Ou foram apenas afirmações de "incentivo à obtenção de novas oportunidades". Passos Coelho foi arrasado pela opinião pública!

2 - No Governo da direita diariamente se fazia uma manifestação seja pelo que fosse. Lembro-me das irritações do Mário Nogueira. Hoje em dia, a educação é alvo de perseguição ideológica e os sindicatos estão calados.

3 - A imprensa escrita, os telejornais e os programas de comentário arrasavam todos os dias o Governo e as suas medidas excepcionais, enquanto a direita governava. Hoje continuam a sua luta contra a oposição. Quanto ao Governo Costa é levado ao colo. Vive num Estado de Graça. Nem as suas piores ações são sequer criticadas em qualquer meio de comunicação social (falsas licenciaturas, CGD, soluções de curto prazo, estagnação da economia...).

4 - Depois tivemos um Presidente da República institucional, que foi sendo martirizado por tudo e todos. Chamaram-lhe a "múmia viva". A opinião escrita e das elites intelectuais devoravam Cavaco diariamente. A opinião da ruas davam-lhe maioria absoluta atrás de maioria absoluta. Hoje temos um Presidente que não esquece a sua costela de comentador. Fala diariamente. Tem afetos para tudo e todos. Não tem filtro. Está casado com Costa e não se divorcia por nada deste mundo.

5 - Sobre as falsas licenciaturas, o Relvas quase foi assassinado pela opinião pública. Alvo de piadas infindas. Com todo o direito porque só um estúpido ocupa funções de Estado, assumindo a mentira como forma de ascensão. Porém, demitiu-se! No Governo Costa já tanta aldrabice foi descoberta, mas tudo se mantém calado. O politicamente correto não se ataca a si mesmo.

6 - Depois dizia-se que Passos e Cavaco não se riam. Costa e Marcelo fartam-se de tirar selfies e riem imenso. Pois, eu quando voto é para eleger pessoas que possam cumprir o seu dever de forma criteriosa e exemplar. Não voto pela emoção ou afetividade.

 

Colunista:

Emanuel Areias

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