Azores Digital

--> Hoje, dia 20 de Outubro de 2017

TRAPALHADA MARÍTIMA

Quarta, 26 de Julho de 2017 178 visualizações Partilhar

Nada melhor do que experiências próximas para trazer assuntos a terreiro.

Desta vez o assunto é a forma como existem e funcionam os transportes marítimos inter ilhas, sobretudo no verão.

Todos sabemos as parangonas com que foram proclamamos os novos desígnios para os transportes marítimos nos Açores e, verdade seja dita, há um antes e um depois neste assunto, pois é facto que, durante anos, simplesmente não existiram ligações marítimas, de passageiros, entre as ilhas dos Açores, excluindo aquela espécie de autocarros do mar entre Horta e Madalena e entre Santa Cruz e o Rosário do Corvo.

Porém, verdade também seja dita, raros têm sido os anos em que a “operação” de verão corre sem percalços, ora porque bateu, ora porque avariou, ora porque atrasou.

Por entre isto tudo tivemos o episódio do Atlântida, o Santorini e o Lady of Mann e outros, arrastando os seus quarenta anos e mais por entre as ilhas, os concursos para os novos dois navios que ainda não se vêem, e os Gilberto Mariano e Mestre Simão que andaram tempos e tempos em busca da certificação para transportar viaturas.

Este ano os dois “grandes” são diferentes, algo mais novos que o Santorini, por exemplo, o HSC Mega Jet e HSC Master Jet, que, aliás, já motivaram protestos de operadores marítimo-turísticos por entenderem que o ruído provocado na rota, a sul e sudoeste da Terceira, afasta os cetáceos que eles querem mostrar aos nossos visitantes. Não há bela sem senão…

Antes de seguir adiante e para o cerne da minha questão deste fim de semana deixo aqui um comentário que daria pano para mangas: os mares dos Açores não são iguais aos das ilhas gregas e é preciso saber se se pretende andar a correr entre as ilhas e concorrer com o avião, ou degustar as ilhas e as suas paisagens. Nesse caso, os divulgados 36 nós por hora soam a exagero e devem dar origem a um consumo de combustível “interessante”!

Deixando de lado tudo isso, porém, - o que já seria interessante esmiuçar - , gostava de vos pedir que visitassem as actuais páginas de internet da Atlântico Line/ Transmaçor.

Gostava que lá fossem e me dissessem se tenho ou não razão em dizer que aquilo é uma trapalhada das grandes, quase implicando uma pessoa ter de tirar um curso para poder aceder e perceber a informação que lá está.

Escrevo isto porque já não é a primeira vez que me perguntam, do estrangeiro, se posso ajudar e isso pedido por pessoas que estão habituadas a ir à internet reservar passagens e comprar bilhetes de avião, organizando viagens complicadas, longe de casa, nas suas férias.

Pois bem! Esses mesmos, que se costumam desenrascar bem, chegam aos horários, explicações e páginas da Atlântico Line / Transmaçor e encalham, sem dó nem piedade, seja pela variedade, cores, origens e confusão …

Se alguém quiser ter a misericórdia de fazer perceber, a quem decide, que páginas de informação na internet subentendem perceber que o cliente não sabe quase nada e deve ser esclarecido nas suas dúvidas, seria muito bom.

É que nem todos são formados em geografia, como um que me contactou, que precisou de dois computadores, um com os horários e outro com o mapa das ilhas, além de papel e caneta para anotar as dúvidas…

Limpar a confusão, consolidar informação, colocar-se na perspectiva do interessado, incluir mapas interactivos, são sugestões que aqui ficam.

Bom fim de semana e boas férias.

 

Colunista:

Francisco Maduro - Dias

Outros Artigos de Francisco Maduro - Dias

Mais Artigos