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Serviços eficientes

Domingo, 07 de Janeiro de 2018 382 visualizações Partilhar

Os serviços públicos servem para estar, como o verbo “servir” indica, ao dispor das pessoas, para tratarem das questões que necessitam. Quando a eficiência desses serviços está em causa, todo um país torna-se lento e atrasado. A máquina administrativa do Estado ou torna-se mais eficiente, mais eficaz e mais conforme as necessidades dos cidadãos, ou tornamo-nos quase um país do terceiro mundo.

Servir as pessoas implica paciência, responsabilidade, dedicação e empenho. A mim choca-me alguma imprevisibilidade de tratamento, quando se tenta resolver um problema num serviço estatal. O tratamento passa não só por alguma apatia, como também por uma certa desresponsabilização.

A apatia significa a vagareza com que se executa a resolução da questão em causa. A desresponsabilização passa pelo passar do assunto de colega para colega, numa esfera infinita de não resolução, que acaba com a irritação do cidadão que tenta tratar dos assuntos da sua vida.

Um país que queira olhar para a frente, numa perspetiva responsável, deve, em primeiro lugar, ter serviços públicos eficientes. Uma pessoa que queira resolver o seu problema numa secretaria, numa direção-geral, num organismo público, na segurança social, nas finanças, não deve ver os seus papéis atirados para um canto ou colocados num monte de folhas sem fim.

Se não existem condições suficientes ou se existem faltas de recursos, dote-se os serviços com o mínimo de dignidade, para que sejam práticos e rápidos. Mas também haja alguma consciencialização individual, de que a criação de burocracia às vezes é uma intenção e que quanto mais depressa se resolverem os assuntos, melhor Estado temos.

 

Colunista:

Emanuel Areias

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