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Pedro Guina:
O bobo da corte portuguesa

 

Todas as cortes têm um bobo, um lunático que é capaz de dizer todos os maiores disparates e fazer as mais tristes figuras. Portugal não é excepção e a nossa república também tem um bobo que há cerca de 30 anos vem, não fazendo rir o país mas sim insultando constantemente os seus governantes, dizendo todas as maiores baboseiras que lhe vêem à cabeça, tantas vezes a roçar os patamares da má educação e da brejeirice. Como o caro leitor já deve ter percebido estamos a falar de Alberto João Jardim.

É verdade que até fez algo pela Madeira nestes muitos 30 anos em que é Presidente do Governo Regional. Mas também é verdade que mesmo ao lado do Funchal dos hotéis, praias e piscinas vive muito boa gente com bastantes dificuldades.

E este reizinho lá se vai divertindo a dançar no Carnaval e a bombardear-nos tantas vezes com palavrões nada apropriados para quem tem tamanhas responsabilidades. Confesso que começo a duvidar da sanidade mental de Alberto João Jardim.

Desta feita, devido à nova lei das finanças regionais, decidiu dar-se ao luxo de se demitir, mas anunciando desde logo que se recandidatura novamente a presidente do Governo Regional, direccionando toda a sua ira e má educação contra os socialistas do continente e os da madeira a quem apelidou dos mais variados impropérios. Toda esta novela teve o apoio e foi subscrita patética e idiotamente pelo cinzento Marques Mendes e o PSD nacional.

E não seria de esperar outra coisa de um líder frouxo como é Marques Mendes. Provavelmente teve medo de contrariar o tenebroso Adamastor da Madeira. E o medo é coisa que existe na Madeira. Na verdade, o Governo Regional é o maior empregador, pelo que é melhor manter o bico calado, não vá o empregozito à vida. O mesmo acontece com a imprensa, que é melhor fazer as vontades ao “chefe” porque, caso contrário, não há subsídios para ninguém.

Resta dizer que Jardim está com o rei na barriga. Ao recandidatar-se já tem a certeza que vai ter maioria absoluta. Era bom que se enganasse. É que em democracia, tal como no futebol, não há vencedores antecipados.

 

Quarta-Feira, dia 28 de Fevereiro de 2007  

 

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