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Pedro Guina:
“Cão como nós”

 

...as alegações finais do Dr. George G.Vest – Advogado Norte-americano.

"... O mais altruísta dos amigos que um homem pode ter neste mundo egoísta, aquele que nunca o abandona e nunca mostra ingratidão ou deslealdade, é o cão".

" Senhores Jurados, o cão permanece com seu dono na prosperidade e na pobreza, na saúde e na doença. Ele dormirá no chão frio, onde os ventos invernais sopram e a neve se lança impetuosamente. Quando só ele estiver ao lado de seu dono, ele beijará a mão que não tem alimento a oferecer, ele lamberá as feridas e as dores que aparecem nos encontros com a violência do mundo.

Ele guarda o sono de seu pobre dono como se fosse um príncipe.
Quando todos os amigos o abandonarem, o cão permanecerá.

Quando a riqueza desaparece e a reputação se despedaça, ele é constante em seu amor como o Sol na sua jornada através do firmamento. Se a fortuna arrasta o dono para o exílio, o desamparo e o desabrigo, o cão fiel pede o privilégio maior de acompanhá-lo, para protegê-lo contra o perigo, para lutar contra seus inimigos. E quando a última cena se apresenta, a morte o leva em seus braços e o corpo é deixado na laje fria, não importa que todos os amigos sigam seu caminho: lá ao lado de sua sepultura se encontrará seu nobre cão, a cabeça entre as patas, os olhos tristes mas em atenta observação, fé e confiança mesmo na morte".

Estas alegações finais foram apresentadas ao júri pelo ex-senador George G. Vest ( então advogado), que representou o proprietário de um cão morto a tiros propositadamente, pelo vizinho. O facto ocorreu há um século na cidade de Warrensburg, Missouri, nos EUA. O senador ganhou o caso e hoje existe uma estátua do cão na cidade e o seu discurso está inscrito na entrada do tribunal existente na cidade.

 

Quinta-Feira, dia 29 de Março de 2007  

 

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