Dia 1 de Abril é o dia em que é permitido mentir. Na verdade, dia 1 de Abril é precisamente o dia das mentiras. Nesse dia podem-se “pregar” umas mentiras inofensivas que não vem seguramente mal ao mundo ou nem sequer será pecado. Há contudo certa gente que gosta de fazer com que o dia das mentiras seja todos os 366 dias do ano. O melhor exemplo é o dos políticos, que prometem mundos e fundos e, uma vez no poder, colocam todas as promessas na gaveta.
Depois há ainda aqueles que gostam de viver numa mentira permanente, fazendo-se passar por aquilo que não são e permitindo que os tratem por um grau académico que, manifestamente, não possuem. Como o caro leitor deve calcular, estou a falar do Sr. José Sócrates, o Sr. Primeiro-ministro. Confirmando o que há muito se suspeitava e se comentava, José Sócrates não é engenheiro nenhum.
Pelo contrário, é sim um boy da política a quem a politica exigia um canudo. Segundo veio a público o curso de José Sócrates foi uma verdadeira trapalhada, tirado numa universidade que é uma verdadeira barafunda, onde se suspeita de diplomas falsos e os mais importantes dirigentes estão a contas com a justiça: a Universidade Independente. Mas mais, parece que José Sócrates terminou o curso a um domingo. A Universidade Independente logo acrescentou que nas Universidades Privadas se trabalha ao domingo. Bem deviam estar mesmo a gozar connosco… Mas afinal José Sócrates é ou não engenheiro? A resposta é clara: José Sócrates não é engenheiro. José Sócrates nunca se inscreveu como engenheiro na Ordem dos Engenheiros, sendo que só tal ordem pode atribuir o título de engenheiro. Aliás, o curso na Universidade Independente nem sequer é acreditado pela Ordem dos Engenheiros. E diga-se que o percurso académico de José Sócrates é estranho, descontinuado e de brilhante nada tem. Concluiu o bacharelato em Coimbra em 1979 e só em 1996 (já depois de estar no governo de Guterres), entrou no Instituto Superior em Lisboa, transferindo-se posteriormente para a Universidade Independente, onde houve muita gente que nunca o viu, tendo concluído o curso a um domingo. Sendo assim, Sócrates deixa muito a desejar comparado com os todos os políticos que fazem parte da história politica de Portugal pós 25 de Abril. Mário Soares, Sá Carneiro, Jorge Sampaio, Marques Mendes, ou Santana Lopes eram Advogados. Freitas do Amaral, Mota Pinto ou Marcelo Rebelo de Sousa eram professores catedráticos de direito e Cavaco Silva de Economia. Na verdade o percurso académico e profissional destes políticos deve fazer muita inveja ao orgulhoso José Sócrates.
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