A caça Às bruxas continua no PCP. Na verdade, longe vão os tempos em que este era um partido democrático. A cassete continua desde o 25 de Abril, e o PCP não mudou nem se adaptou aos novos tempos. Continua um partido retrógrado e cinzento. Quando alguns tentaram dar uma lufada de ar fresco, com a chamada ala renovadora, iniciou-se uma verdadeira caça às bruxas. Começou com João Amaral, um homem bom, um comunista convicto, sensato e sabedor das necessidades vitais do partido. Este morreu com o desgosto de ter sido afastado do partido e das causas porque sempre lutou. Seguidamente, a vitima foi Carlos Brito, o qual havia sido candidato à Presidencial da Republica por tal partido. Agora foi a vez de Luísa Mesquita, uma conhecida e dinâmica deputada. Há muito que a direcção do Partido desejava que a mesma abandonasse o cargo de deputada, para o qual foi eleita pelo povo. Ora isto de democrático não tem nada sendo ainda mais censurável quando parte de um partido que gosta de dar lições de democracia. Como Luísa Mesquita não abandonou o cargo (e muito bem), foi simplesmente expulsa do PCP, por e-mail e carta registada. No mínimo, lamentável para um partido que tanto gosta de apontar o dedo aos demais.
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