Quem não se lembra nas mãos de quem se encontrava o poder económico de Portugal na década de 80 ? Com efeito, o país encontrava-se nas mão de meia dúzia de famílias.
Parece que esses tempos voltaram e Portugal encontra-se, neste momento, nas mãos do proprietários de cadeias de distribuição alimentar (hipermercados), bancos e seguros, Apesar do país se encontrar em crise profunda, tal crise não chega a esta classe social que continua a engordar à custa dos mais pobres. Muito destes poderosos oferecem salários mínimos em negócios que, para aqueles são verdadeiramente milionários. Quantas vezes não se encontram jovens licenciados em caixas de supermercados? Muitos desses jovens ganham pouco mais que o salário mínimo. Contudo, não têm outra escolha, caso contrário nem muitas vezes têm direito a subsídio de desemprego. Os capitalistas dão-se ao luxo de oferecer tais salários miseráveis, sendo que, se o trabalhador não o aceita, logo vêem uma série deles a suplicar pelo emprego em causa. Este é o estado a que chegámos. Jovens, muitas vezes licenciados, a suplicarem por um emprego desqualificado para auferirem do miserável salário mínimo. Com efeito, Portugal já nada produz. Os campos estão simplesmente abandonados e em pousio. As fábricas fecham portas às dezenas. O desemprego continua a aumentar. Espanha e Grécia, nossos parceiros de entrada na CEE há muito que nos passaram a perna. Os países de leste, que vivera a miséria da Ex. URSS, já nos ultrapassaram. Provavelmente, daqui a uns anos seremos o país mais pobre da Europa Comunitária. Agora que acabou a vaidade que foi a Presidência da EU, espero que José Sócrates desça do pedestal e desça à realidade do nosso dia a dia. Faço votos que em 2008 o Governo e o PS abracem as mais genuínas causas de tal partido: o desenvolvimento, o progresso e, acima de tudo, a solidariedade para com os mais desfavorecidos. Espero que em 2008 o Governo cumpra o prometido e cumpra a promessa da descriminação positiva do interior. Não é seguramente a fechar escolas, maternidades, hospitais, urgências, postos de GNR ou tribunais no interior que se vai combater a desertificação. Não é por o interior não dar lucro que se vai simplesmente fechar todos os serviços, os quais são como pão para a boca para as populações tantas vezes isoladas e idosas.
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