1 ? O recente evento sismotect?nico pode ser considerado como o de mais funestas consequencias dos ?ltimos 2 s?culos. Um par?metro excepcional foi a energia dissipada (equivalente a 9 Richter).Outro refere-se ? din?mica do "tsunami",estimada em cerca de 6 m atrav?s de sat?lite de vigil?ncia na zona epicentral e que alcan?ou a costa japonesa com cerca de 10.60 m e a costa hawaiiana com cerca de 02m de amplitude;a onda bateu nas costas extremas da Am?rica do Sul com amplitudes vari?veis (entre escassos 60 cm e 3 m,decero condicionadas pelo tipo de fundo submarino).Uma terceira consequencia enquadra as diferentes tipologias de devasta??o.E uma quarta e importantissima medita??o,apenas agora dissecada,refere-se a energia e alimentos.
2?Recebi um "besouro" de alarme internacional cerca das 7 horas da manh?; respondi e de imediato recebi uma fant?stica lista de par?metros,desde os mais rotineiros aos mais atrevidos (neste caso os relativos a previs?es, um tab? demon?aco nesta parv?nia dos A?ores...). Por sinal o Jornalista Pedro Moura, autor do mais escutado "tv-programme" Ind?gena, telefonou-me ?s 07h25 e pediu-me que eu fosse ao seu Bom Dia? Bon Jour ?Nice Day dizer uma coisas sobre o assunto. O Sr Moura n?o foi demitido por essa "manif", acontecimento not?vel que muito me alegra... Da? em diante nem um suspiro, um desabafo, uma mesa-p?-de-galo, uma coisinha qualquer que denotasse interese pelo tema - radio e tv locais limitaram-se a reproduzir o que outras, insistentemente, debitaram e v?o debitando.Meteram-se todos em copas ou em tert?lias t?o ma??nicas que nada transpirou (nem com mau cheiro) c? para o z? povinho pagante. 3 ? Foi muito elogiado o comportamento dos habitantes de T?quio.Calmos.Firmes.Herm?ticos.Capacetes do lado esquerdo . M?scaras do lado direito,etc. Os edif?cios n?o ca?ram. Desmoronaram-se algumas fachadas de pedras coladas, t?o do agrado portuga. Nem um ataque card?aco, calculem ! Apesar de tanta disciplina as reservas alimentares esgotaram-se em apenas um dia.
4 ?A violencia das 3 ondas, nomeadamente a 1?, obteve terrificas imagens. Pobre gente, a meio da tarde, trabalhando e, subitamente, entra-lhes porta dentro uma morte horrorosa. N?o estavam prevenidos e encontravam-se nos s?tios errados....
5?Depois veio o pior ,ou seja,o desastre nuclear! Inesperado ? N?o creio. Como diariamente troco impress?es com colegas de todo o mundo, um velho e extraordin?rio amigo norte-americano, presentemente no Hawaii, concordava comigo - como ? poss?vel instalar centrais nucleares a cotas t?o baixas e em posi?es facilmente galg?veis por um tsunami de energia m?dia! Como! Excesso de confian?a? Com cliente japon?s e fornecedor americano (de terra onde j? houve desastre nuclear)? A explica??o vai-se formando, a pouco e pouco, ou seja, gan?ncia, fazer barato e poupar muitos milh?es. A ind?stria nuclear francesa esfrega as m?os de contentamento. Kadaphi agradece pois assim tem menos TV e mais tempo para matar milhares de inocentes e de mercen?rios (neste caso, destruindo provas). Portugal agradece pois conseguir? prosseguir com as venditas j? ajustadas. O Jap?o ainda tem muito para sofrer - a prociss?o ainda vai no adro,como s?i disser-se. Oremos ou ajude-se, mesmo que simbolicamente, aquele Povo!
6? Quanto a n?s, meditemos tamb?m. Nos A?ores muitos s?o os munic?pios, sem dinheiro e ?nimo, quase que n?o pensando nos ensaios , SEM AVISO TEATRAL, dos seus planos de emerg?ncia. Confiam na ajuda miraculosa das for?as (militares) de terra, mar e ar.E na ajuda de alguns santinhos padroeiros. Nem h? um barquinho permanente decente e seguro para transportar gente e v?veres tal como no meu tempo de estudante em S.Miguel, em 1958 ; mas devem estar a chegar uns "ferries" (descansemos).
Enfim - que aborrecido eu ter-me lembrado dessas coisas de decreto-lei e pagas sem calend?rio que s?o os PMEC . O das bandas do extremo nordeste micaelense ainda ? calote que me" ferraram" com o pecado de j? ir em 2? edi??o, sem consentimento da 1? autoria ...;tenho de chamar o tal Homem de Fraque, de mon?culo e pingalim, anunciado nos jornais mais ricos.
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