1? Os ge?logos n?o se encontram agrupados numa estrutura tipo Ordem; desde h? longos anos que conservam a velhinha APG ? Associa??o Portuguesa de Ge?logos, com sede na rua da Academia das Ci?ncias de Lisboa mas tomando actividades por todos o pa?s (incluindo os A?ores,h? 8 anos). As ?ltimas Jornadas APG debru?aram-se sobre Geologia e Energia e decorreram nas novas instala?es da Faculdade de Ci?ncias do Porto, ao Campo Alegre, junto ao elegante Jardim Bot?nico onde aprendi Bot?nica nos idos de 60. O antigo Departamento de Geologia , sito ao Largo dos Le?es, agora chama-se Departamento de Geoci?ncias, Ambiente e Ordenamento do Territ?rio. Al?m de um quadro docente diversificado e muito actualizado, engloba umas centenas de discentes nacionais e estrangeiros que participam na vida departamental (o inverso dos A?ores...). As jornadas foram abrilhantadas por sonantes nomes de geologia nacional, presididas pelo Doutor Gomes Coelho e impec?velmente secretariadas pela doutoranda Mestre M?nica Sousa, uma das "jovem almas" da APG. Nas jornadas o tema PETR?LEO foi desenvolvido pelo Prof. Doutor Jo?o Graciano, da Univ. Federal de Rio de Janeiro, um dos not?veis especialistas da equipa de estudos e descobertas de hidrocarbonetos nos mares do Brasil. Al?m de discuss?es sobre hidrocarbonetos comerciais na costa portuguesa (que decerto existem) tamb?m se discutiram os achados de minerais hightech ao redor dos A?ores bem como a eventual existencia de hidrocarbonetos a grande profundidade ( a anunciada estrutura Ovo Estrelado e outras que se seguiram, poder?o revelar-se comercialmente vi?veis ). Enfim, discutiram-se diversos e apaixonantes temas relaccionados com a minera??o do mar. Mas dos A?ores ningu?m mais estava presente e os segredos dessas miss?es repousam no estrangeiro, em laborat?rios militares e em alguns gabinetes de ge?logos da Universidade de... ?vora. Aparentemente os cientistas "aqu?ticos" residentes nos A?ores apenas se interessam pela peixaria e pelas fumarolas (black smokers) ?minera??o submarina n?o recolhe adeptos locais! Assim pagaremos,no devido tempo, a ousadia do desleixo (leiam, a prop?sito, o serm?o de St.Ant?nio aos peixinhos ...). 2? O tema UR?NIO foi tratado pelo Professor Matos Dias, um dos poucos e not?veis especialistas nacionais naquele importante grupo mineral?gico, com anos e anos de experi?ncia, alcan?ados em pesquisas e em minas, quando Portugal exportava ur?nio para o mundo. Existem toneladas em stock minerado que n?o foram possivelmente vendidas a tempo; e existem reservas com manifestas caracteristicas econ?micas. Mas tamb?m na politica do ur?nio, pelo que entendi, impera o desinvestimento. 3? O tema GEOTERMIA foi dissecado por mim e pelo Doutor Diogo Rosa, este um jovem ge?logo, doutorado pela reputada Colorado School of Mines e investigador de topo do Laborat?rio Nacional de Energia e Geologia, entidade que sucedeu ? atribulada e inconceb?vel extin??o dos SGP-Servi?os Geol?gicos de Portugal, modernice que muito custou ao pa?s e a centenas de peritos. Ali?s o jornal Correio dos A?ores do dia 13 insere uma not?cia curiosa mas pouco percept?vel Pag.2 ? 15.set.2011
pelo leitor comum, ou seja,regista que a EDA vai realizar po?os geot?rmicos (sic) de forma a saturar a Central da Ribeira Grande (...), ou seja aquela que fica l? nos montes acima e que sempre considerei sobredimensionada, indo contra o parecer da "benquista" empresa Geothermex, t?o do agrado da Sogeo. Ou seja,finalmente um jornal reconhece que se comproupotencia a mais, que se desperdi?ou, que houve enormes baixas de produ??o, que se perderam milh?es. Evidentemente que me limitei ? parte t?cnica do projecto de SMiguel porque me mantenho a par do que se passa pelo mundo geot?rmico quer em termos de perfura?es profundas, quer em novas gera?es de centrais quer no segmento da seguran?a. Perfurar um vulc?o insular e perigoso como o do Fogo (ou Serra de ?gua de Pau) implica profundos conhecimentos de geologia de regi?es vulc?nicas. E requer investimentos em actividades e intercambios cientificos que j? n?o podem ser antiquadas e rotineiras medi?es de gasesinhos e de temperaturas "gripais". Basta meditar no que se passa nas fracturas geol?gicas da Ribeira Grande. E ser-se humilde quanto ?s interpreta?es, consciente quanto ?s responsabilidades sociais e cientificamente honesto, superando tribalismos pessoais. 4 -- Quanto ? parte t?cnica da Geoterceira, creio que n?o houve tempo nem vontade e consta , nos "mentideros", que a EDP mandou rezar apressada missa negra, de domingo, no vizinho Agramonte, junto ao cremat?rio, pois das cinzas poder?o renascer, qual F?nix Terceirense, os 40 milh?es de euros que ali se inutilizaram, "alegremente". O Dr Rui Cabe?as, director t?cnico das concess?es, desde 2002, j? regressou ? sua terra, a 1.500 km de dist?ncia. Oremos pela solid?o da GEOTHERMEX Inc..... Decerto recomendar? novo director : Puras Deo,non plenas aspicit manus (P?blio Siro ) Victor Hugo Forjaz / vulcan?logo de eng?
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