Se h? voc?bulo cujas significativas e sugestivas aplica?es e integra?es expressivas estejam muito presentes no t?tulo de muitas obras ensa?sticas ou de reflex?o cr?tica e sistem?tica, tal ? certamente o caso da palavra desafio.
De facto, deixando de parte algumas letraduras mais ou menos baratas ou vulgares, desde a essencial e relevante perten?a aos mais fundamentais dom?nios conceptuais da Filosofia, da Sociologia, da Historiografia, da Pol?tica, da Economia, etc., at? aos mais circunscritos ?mbitos do seu uso no panfletarismo partid?rio, no colunismo opinativo ou naquele tipo de jornalismo que Maupassant classificou como pr?prio de alguns "retalhistas da com?dia humana" (e tamb?m da sua reversa e tr?gica exist?ncia?) ?, n?o h? d?vida que o emprego daquela voz pode ser encontrado em m?ltiplos registos discursivos e argumentativos sempre em voga e medi?tica cena?
? E isto para j? nem falarmos das regionais cantigas ao desafio, de t?o grande tradi??o no nosso popular cultivo de artes de improviso e disputa de raz?es versejadas, quando n?o, em vers?o prosaica daquelas (embora tantas vezes em mal rimadas ou menos arrimadas formas), em certos debates e bate-papos que animam, ? falta de melhor, a nossa estafada atividade pol?tico-partid?ria, a par de pobres arranjos noticiaristas que sobre tudo isso v?o sendo taticamente congeminados aqui ao lado de tantos dos mais incr?veis pain?is e live-talks televisivos que quotidianamente invadem as nossas pantalhas, iludindo as consci?ncias e escamoteando a verdade nua e crua da nossa realidade vivida!
Todavia, por entre tanta literatura e doutrina??o pol?tica, tamb?m produzida nos A?ores de h? umas d?cadas para c?, talvez valha a pena relembrar que alguma dela cont?m, tanto na intitulada fraseologia como nos seus pertinentes conte?dos, precisamente aquele termo desafio?
? Talvez por isso, como ir-se-? ver por estes dias, a sua releitura atualizada seja novamente urgente, para repouso de alguns esp?ritos inquietos e desassossego de muitos mais!
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