N?o ? certamente novidade para ningu?m que o consumo de ?lcool e de outras drogas representa um problema psicossocial e de sa?de p?blica que atinge gravemente a nossa sociedade, sendo que este complexo fen?meno e comp?sita maleita come?a a ganhar propor?es epid?micas e um grau de manifesta??o j? muito preocupante, n?o s? entre camadas da popula??o a?oriana historicamente mais vulner?veis e atingidas por tal flagelo, quanto agora tamb?m e cada vez mais precocemente em escal?es et?rios que chegam quase at? ? pr?-adolesc?ncia!
? V?rias s?o as raz?es para esta triste e preocupante realidade, e tanto para a sua decorrente morbi-mortalidade como para a respetiva e intr?nseca for?a patog?nica, que assentam ? como ? sabido ? "por um lado, nos fatores socioculturais, envolvendo costumes, tradi?es e falsos conceitos transmitidos ao longo de gera?es e determinando os h?bitos, atitudes e comportamentos e, por outro, nas particularidades de um meio caracterizado por uma produ??o f?rtil e uma desmesurada e cega oferta de bebidas alco?licas", estando parte relevante e integrante de muito disto, como ? salientado num conhecido documento da DGS, ainda compreensivelmente "na origem da elevada alcooliza??o geral da popula??o do nosso pa?s", e tanto mais quanto ? neste contexto que os indiv?duos estabelecem os seus conv?vios precoces com o ?lcool, "encontro que, muitas vezes, se d? mesmo antes do nascimento"! E depois, sublinhe-se que, em termos pol?ticos e socio-econ?micos, "grandes mudan?as no consumo de ?lcool se encontram associadas ?s mudan?as sociais"?
Ora ? e mesmo sem introduzir hoje mais alguns dos ?ltimos indicadores e fatores exponencialmente indutores ou potenciadores dos grav?ssimos e interligados problemas aqui referidos ?, recordemos que grande parte da impunidade civil e criminal, da permiss?o e da permissividade mutuamente implicadas nas suas generalizadas (quando n?o mesmo programadas!) facilita?es, est? ligada a toda uma cadeia nacional, regional e municipal de legisla??o conivente ou institucionalmente d?bil, como bem recentemente se constatou em Angra do Hero?smo, ao lado de consentidos e recorrentes cen?rios degradantes, pipas de neg?cio agiota e droguista, e quase total aus?ncia de fiscaliza??o, ao mesmo tempo que se continua a escancarar ou a prolongar contraproducente, mas concertada e festivaleiramente, os fechos da noite a toda uma medonha, alienante e irrespons?vel hipoteca global e sist?mica sobre o presente das fam?lias e o futuro das novas gera?es da nossa terra!
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