As ?ltimas calamidade naturais, sinistros e decorrentes preju?zos que fustigaram o nosso Arquip?lago n?o poder?o deixar de continuar a suscitar e a merecer uma ampla e cr?tica reflex?o objetiva, com vista ? indeclin?vel e inadi?vel implementa??o de medidas pr?ticas, apesar de alguns passos nesse sentido terem j? sido dados, quer no ?mbito do Governo Regional e das nossas Autarquias Locais, quer por parte dos diferentes partidos pol?ticos da Oposi??o?
? Ora, apesar da viol?ncia e das caracter?sticas das tempestades que se abateram sobre as nossas ilhas na semana passada terem atingido dimens?es imprevis?veis (?) e inusitadas, a verdade ? que algumas das suas custosas consequ?ncias, ou ao menos parte delas ? felizmente, desta feita, sem perdas de vidas humanas? ?, talvez pudessem ter sido evitadas, ou sequer minoradas, caso tivessem sido cumpridas as leis, normas e procedimentos precaucionais que s?o imperativos nas ?reas da governa??o, da administra??o e do acompanhamento t?cnico que, direta ou indiretamente, como em todo o lado, est?o sempre implicados nestes dom?nios (que, como ? sabido, envolvem logo e sobremaneira o Ambiente, o Ordenamento do Territ?rio, as Obras P?blicas, a Agricultura e Florestas, o Saneamento B?sico e a Prote??o Civil?).
Por outro lado e bem intrinsecamente relacionada com esta exigente problem?tica, est? toda uma vertente t?cnico-cient?fica, reguladora, orientadora, pedag?gica e fiscalizadora, institucional e socialmente, que entronca afinal e em cheio nas interdisciplinaridades pr?prias dos Estudos, Geografias, Cartografias e Gest?o de Riscos, ? territ?rios estes, h? j? demasiado tempo, esquecidos ou protelados, n?o promovidos nem devidamente fiscalizados, ou ? sombra de muito do entulho e dos alheamentos, omiss?es, ignor?ncias, incompet?ncias, irresponsabilidades e impunidades que enxameiam alguns setores chave da nossa sociedade, com os seus agentes, atores e decisores apenas a fazer de conta que trabalham, enquanto v?o contabilizando as pouco mais que mercen?rias comiss?es de servi?o para onde foram, imerecidamente, alcandorados, com evidentes e quase irrevers?veis penaliza?es sistem?ticas e recorrentes para a Regi?o, para o nosso Governo dos A?ores e para o pr?prio partido que tamb?m arriscadamente o suporta! |