A protecção ambiental pode coexistir com o usufruto e potenciação do desenvolvimento equilibrado dos espaços classificados, defendeu ontem, em Angra do Heroísmo, o director regional do Ambiente, Eduardo Carqueijeiro.
Falando no âmbito do curso livre “Educação Ambiental: o local como recurso educativo”, que decorre em conjunto com o V Seminário Regional Eco-Escola, o director regional advogou que essa simbiose é possível, sem comprometer a conservação da natureza e potenciando, mesmo, o desenvolvimento económico, nomeadamente através do turismo.
O responsável pelo sector do Ambiente manifestou esta convicção depois de ter apresentado aos participantes os aspectos principais relacionados com as estruturas de conservação, educação e promoção ambientais nas diversas ilhas.
A intervenção de Eduardo Carqueijeiro, integrada no painel do projecto REIA MAC – Rede de Núcleos de Informação e Educação Ambiental da Macaronésia, que engloba os Açores, a Madeira e as Canárias num esforço comum de promoção pública de conhecimentos neste domínio, centrou-se, depois, na realidade actual e nas necessidades de alterações legislativas de suporte às áreas classificadas e protegidas na Região.
Com efeito, a variedade de classificação dos muitos espaços protegidos, às vezes, mesmo, com sobreposição de mecanismos legislativos diferentes para a mesma área, implicam uma revisão do actual quadro, criando-se, nomeadamente, uma Rede Regional de Áreas Protegidas “coerente e moderna”, conforme se lê num documento de apoio distribuído aos participantes neste curso livre e seminário, que contaram com o apoio da Secretaria Regional do Ambiente e do Mar.
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