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Câmara do Nordeste promove debate sobre preservação do património religioso

Sexta, 31 de Outubro de 2014 em Cultura 1066 visualizações Partilhar Câmara do Nordeste promove debate sobre preservação do património religioso

Integrado nos 500 anos do concelho, a Câmara do Nordeste promoveu uma exposição de esculturas e de alfaias litúrgicas referentes ao período que vai do século XVI a finais do século XIX, pertença das igrejas paroquiais do concelho do Nordeste.

A mostra, a decorrer até 12 de novembro na galeria do município (durante a semana), tem a colaboração de todos as igrejas do concelho, encontrando-se em exposição uma escultura, paramento ou peça de ourivesaria de cada uma das igrejas.

Ao promover esta exposição de arte sacra, pretendeu a Câmara do Nordeste, como disse na ocasião o responsável autárquico Carlos Mendonça, “dar a conhecer o património religioso do concelho e em simultâneo despertar as pessoas para a importância da preservação deste património cultural, que é dos maiores do concelho”.

Em simultâneo com a exposição, o município proporcionou ainda um debate, aberto à população, conduzido pela Comissão Diocesana dos Bens Culturais da Igreja, procurando sensibilizar as paróquias, as comissões fabriqueiras, os autarcas e a população no seu geral para a preservação do património religioso, indo dos edifícios às alfaias litúrgicas.

Três membros da Comissão Diocesana dos Bens Culturais, incluindo o presidente da comissão, padre Duarte Melo, elucidaram os presentes para a importância da proteção do património, religioso ou outro, e para o modo como deve ser feita essa preservação.

Através de alguns exemplos de boas e más intervenções nos edifícios religiosos, a Comissão dos Bens Culturais alertou para aspetos fundamentais a ter em conta tanto na preservação dos imóveis como na intenção de restauro, de ampliação ou de outras intervenções, para que não se cometam erros, por vezes irreversíveis, que desfiguram o património em questão.

A este propósito, para que se evitem intervenções de futuro que lesem o património religioso da região, passaram a carecer de autorização da Diocese de Angra quaisquer obras de restauro, ou outras intervenções a levar a efeito nas igrejas, as quais são previamente avaliadas pela Comissão Diocesana dos Bens Culturais da Igreja.

Também com esta preocupação da preservação dos bens culturais das igrejas, a Diocese de Angra, em parceria com a Secretaria Regional da Educação e Cultura, tem em preparação um trabalho de inventariação que abrangerá todas as igrejas dos Açores.

 

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