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Peça Procissão este sábado no Corpo Santo na ilha Terceira

Quinta, 05 de Fevereiro de 2015 em Cultura 1731 visualizações Partilhar Peça Procissão este sábado no Corpo Santo na ilha Terceira

Em homenagem a Augusto Boal e em colaboração com o Marítimo Sport Clube e apoio da Junta de Freguesia da Conceição, a Mátria, Movimento Teatral do Corpo Santo, leva a palco Procissão, um ensaio sócio teatral numa única apresentação a ter lugar no próximo dia 7 de Fevereiro, sábado, pelas 19 horas na sede do Marítimo Sport Clube, sita à Rua do Cardoso, 4-6, Corpo Santo, em Angra do Heroísmo.

O evento conta, no seu elenco, com Bianca Mendes, Brígida Pamplona Meireles, Eduarda Reis, Eduardo Silva, Erivaldo Pereira de Sousa, Isabel Feijão, Laura Gallardo Gomez, Lisandra Toste, José Luís Neto, Maria Tresa Ferreira, Noelia Garciolo de Haro, Rita Godinho Rodrigues, Rui Nunes e Sara Leal.

A entrada terá um custo único de € 5,00 por pessoa.

Sinopse: A procissão evoca o caminho, ela toma o sentido de peregrinação e procura mostrar a visão cristã da brevidade da vida e da fé no além. Através da dramatização, procura tornar claro e acessível a todos os crentes o sentido do sacrifício da vida de Cristo. É este o propósito da Via Crucis. Originalmente existiam 14 Passos, mas as suas versões simplificadas tinham 7 apenas. A sua origem data do século XIV e é incentivada pelos franciscanos. Na sua génese era uma imitação da peregrinação a Jerusalém, numa fase pós-cruzadística. Representava-se a agonia de Jesus, do Getsemani até à crucificação, com momentos de meditação e oração nas várias Estações. Esta representação dinâmica tem um forte cunho popular. A forte influência, no século seguinte, das obras da Nova Devotio, que recentram Jesus na religiosidade, o uso que se deu à Vita Christi de Ludolfo da Saxónia e às Meditationes do Pseudo-Boaventura, reforçam a atenção nas personagens e nas situações do drama sagrado.

Em Portugal, a Irmandade dos Passos de Lisboa foi fundada por Luís Álvares de Andrade, que pretendia suscitar a devoção da Santa Cruz. Esta foi apadrinhada pela Companhia de Jesus, mas instalada no Convento dos Agostinhos da Graça, em 1586. É esta Irmandade que importou, de Sevilha, o modelo de procissão, que representava o caminho doloroso do Pretório ao Calvário. Daí passa a todo o país. Inicialmente os Passos eram construídos em estruturas precárias, sendo só edificados permanentemente no século XVIII. Os Passos opõem-se a uma conceção urbanística linear, correspondem a pequenos momentos, pontos fixos que ligam um percurso de significados. Trata-se de um itinerário de tipo labiríntico, que representa um rito penitencial através da simbologia da procissão, transmutando metaforicamente a totalidade do espaço urbanizado em espaço sagrado.

 

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