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Censo anual de Milhafres decorre nos Açores a 28 e 29 de março

Segunda, 23 de Fevereiro de 2015 em Ambiente 2095 visualizações Partilhar Censo anual de Milhafres decorre nos Açores a 28 e 29 de março

A Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) promove a 28 e 29 de março o X Censo de Milhafres nos Açores, numa iniciativa que pretende contribuir para avaliar o estado da população da única ave de rapina diurna que nidifica no arquipélago.

A iniciativa realiza-se todos os anos desde 2006 e pretende mobilizar dezenas de voluntários, a quem compete a recolha de dados sobre os avistamentos das aves.

Para participar neste censo não é necessário ter conhecimentos científicos específicos, bastando conseguir identificar um milhafre. O censo apela, por isso, à cidadania na ciência (ou Citizen Science), propondo a participação dos cidadãos num projeto científico que visa a obtenção de mais dados sobre as populações de milhafres existentes nos Açores.

Foto: SPEA

Milhafre Buteo buteo rothschildi

Nas 9 edições anteriores deste censo estiveram envolvidos 573 voluntários, tendo permitido avistar 4126 aves nos Açores, em 499 percursos realizados, possibilitando a estimativa das densidades por ilha desta espécie. Em 2014, as ilhas com maior número de milhafres avistados por quilómetro percorrido nos Açores foram Graciosa, Faial e São Miguel.

Os milhafres, com uma envergadura entre 110 e 130 centímetros, podem ser vistos sozinhos ou em grupo, a voar, pairar, pousados no solo ou, muito frequentemente, em cima de muros, postes e nos seus poisos de caça. A espécie pode ser observada um pouco por todo o lado, em zonas florestais, áreas costeiras, pastagens e mesmo zonas urbanas, alimentando-se maioritariamente de roedores, pode consumir também pequenas aves, insetos e minhocas. O envenenamento e a eletrocussão em linhas elétricas são as principais ameaças que afetam os milhafres, para além da captura/abate ilegal.

Este censo, promovido pela SPEA, vai decorrer em simultâneo no arquipélago da Madeira, onde estas aves são conhecidas como mantas. Relativamente às subespécies existentes nos dois arquipélagos, elas são distintas: no arquipélago dos Açores ocorre a subespécie Buteo buteo rothschildi, enquanto no arquipélago da Madeira a subespécie que existe é a Buteo buteo harterti e no território continental ocorre a subespécie Buteo buteo buteo.

 

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