A exposição do artista plástico Diogo Muñoz foi inaugurada ontem no foyer desta casa de espetáculos
Reconhecido a nível internacional, Diogo Muñoz expõe pela primeira na Região. Em Ponta Delgada apresenta uma mostra constituída por cerca de duas dezenas de quadros em acrílico/lápis conté sobre tela/madeira, e que convida a um breve olhar sobre o seu percurso.
A sua obra apresenta-se como um universo quase literário, feito de protagonistas e figurantes, de cor, imagens e símbolos, que remetem tanto à realidade histórica como ao imaginário coletivo, tanto à memória como à criatividade pura do artista.
Na abertura da exposição, que contou com a presença de dezenas de entidades civis e militares e apreciadores de arte, entre vários artistas plásticos regionais, o vice-presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada enalteceu o êxtase estético da obra de Diogo Munõz e o facto de ser um artista multifacetado.
Na ocasião, o diretor-geral da Coliseu Micaelense, Miguel Brilhante, relembrou que a exposição enquadra-se nos objetivos estratégicos da empresa e que têm o duplo objetivo de promover e proteger os artistas locais e, ao mesmo tempo, dar a conhecer e a apreciar o que de melhor se faz no contexto nacional e, quando possível, internacional.
O título da exposição, “Factotum II”, remete para a demanda de soluções: as que o artista foi recorrendo ao longo dos anos e que abriram algumas portas.
A mostra é caraterizada pela cor plana e um realismo muito pormenorizado, que de alguma forma são demonstrativos da variedade de processos de representação a que recorre no seu trabalho de atelier.
Como descreve Giada Rodani, curadora e crítica de arte, a pintura de Diogo Munõz é “culta, refinada e atenta a todos os detalhes”.
Na sua produção mais recente, Diogo desenvolveu um percurso de procura, o que o levou a atingir um repertório de temáticas e imagens que remetem à cultura Pop assim como a ícones da história da arte.
O seu olhar frequentemente irónico, por vezes sarcástico, reflete uma sociedade, a ocidental, saturada de estímulos, que reduz a cultura a produto cultural e, ao mesmo tempo, a priva de verdadeiros pontos de referência.
Ainda que nos seus quadros faça frequentemente a evocação às grandes obras do passado, tanto artísticas como literárias, Diogo Muñoz é um dos artistas mais contemporâneos do seu tempo e insere-se, a título pleno, no desenvolvimento da tendência pós-modernista.
Diogo Munõz nasceu em Lisboa a 22 de agosto de 1973, sendo formado na Faculdade de Belas Artes de Lisboa.
Tem exposto um pouco por todo o país, China, Suíça, Itália, Inglaterra, Espanha e Brasil.
“Factotum II” pode ser apreciada até 17 de julho, de terça a sexta-feira entre as 10h00 e as 13h00 e, no período da tarde, entre as 14h00 e as 18h00.