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“A defesa do ambiente não deve assentar em fundamentalismos”, defendeu Bárbara Chaves

Sexta, 10 de Julho de 2015 em Política 1488 visualizações Partilhar “A defesa do ambiente não deve assentar em fundamentalismos”, defendeu Bárbara Chaves

O Grupo Parlamentar do PS assumiu esta quinta-feira uma postura ponderada de responsabilidade ambiental, defendendo a proteção da natureza, sem cair em fundamentalismos.

Bárbara Chaves, que falava esta quinta-feira na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, realçou que o “Grupo Parlamentar do PS continuará a apostar nas pessoas, nos agricultores, no desenvolvimento sustentável e fará tudo para proteger as áreas protegidas, mas de uma forma integrada e não fundamentalista ou radical”.

A deputada socialista intervinha do debate suscitado pelo BE, que pretendia revogar a autorização de abate ao pombo torcaz, ao melro preto e ao estorninho dos Açores – espécies protegidas que atualmente têm vindo a constituir-se como um problema para os vinicultores das ilhas do Pico e Terceira. “Tratando-se de espécies protegidas, o Governo dos Açores – e bem – permitiu licenças de abate bem delineadas no tempo, de forma a reduzir populações de aves que, sendo protegidas, têm proliferado e agora constituem um problema para um setor económico crescente, a vinicultura”, explicou Bárbara Chaves.

A parlamentar socialista sublinhou que “ao contrário do que quis fazer parecer o Bloco de Esquerda, o Governo dos Açores não ‘abriu a época da caça’ a estas espécies mas, ao invés, tem assumido como prioridade a utilização de métodos não letais, que afugentam estas aves, tomando o abate como a última opção”.“Os socialistas são sensíveis às questões ambientais, mas estão igualmente atentos às dificuldades e anseios de quem faz da agricultura o seu modo de vida e de rendimento. Estas pessoas devem ter todas as condições para produzir, para criar emprego e para gerar riqueza, com benefícios óbvios para toda a economia da Região”, frisou.

Bárbara Chaves realçou que o Governo dos Açores, graças a protocolos estabelecidos com entidades reconhecidas, tem estudos científicos que permitem compreender de uma forma metódica as flutuações de populações de diversas espécies de aves”, preparando-se agora para “alargar estes censos populacionais a mais espécies de aves protegidas, como por exemplo o melro-preto, o milhafre, a rola-turca e o pombo-das-rochas”. O Governo dos Açores assumiu e continuará a assumir uma postura responsável nesta matéria, levando em consideração o equilíbrio entre as várias partes interessadas. O executivo não poderia nunca embarcar num fundamentalismo populista como fazem alguns partidos da oposição, sob a ânsia cega do combate político-partidário. Não é esta a postura do Governo dos Açores nem do Partido Socialista”, garantiu Bárbara Chaves.

Rádio AzoresGlobal

 

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