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Grupo Folclrico Estrela Guia e Cultura Aoriana aposta na tradio popular

Quinta, 19 de Setembro de 2002 em Reportagem 2139 visualizações Partilhar Grupo Folclrico Estrela Guia e Cultura Aoriana aposta na tradio popular

Radialista e responsável pela coluna «Cultura Açoriana» no jornal «É Notícia» de Imbituba, Santa Catarina, o advogado Almir Martins é uma figura destacada da comunidade deste município. Também poeta e escritor, Almir, cujos avós, Benta Rodrigues e João Martins emigraram da Ilha Terceira no ano de 1910, é um dos fundadores do Grupo Folclórico Estrela Guia que já editou quatro CDs de música açoriana e que se apresenta em vários eventos.

Almir Martins participa com um grupo de oito pessoas nas Festas do Divino e Santa Ana que fazem parte da tradição e da fé do povo açoriano e que acontecem no bairro de Vila Nova na última semana do mês de Julho e no de Mirim no mês de Novembro. «A Bandeira do Divino vai de casa em casa em busca de donativos para a festa e pagamentos de promessas», explica.

O império do Divino, a Corte Imperial, juntamente com a Bandeira, são tradições da festa que se realizou pela primeira vez, por promessa da Rainha Isabel. A data certa da primeira festa que ocorreu em Alenquer, Portugal, foi 1323. «A seguir o Arquipélago dos Açores assimilou-a e veio para Santa Catarina com os nossos emigrantes, em 1748», acrescenta o advogado.

O «Terno de Reis» é uma das actividades mais prestigiadas da Associação Folclórica Cultura Açoriana, também fundada por Amir e pelo seu primo, o professor João Moraes da Silveira . O «Terno de Reis» é uma manifestação folclórica e cultural onde um grupo de pessoas, tocando viola, rabeca, pandeiro, sanfona e tambor, percorrem as casas da cidade, nas vésperas do Natal, Ano Novo e Dia de Reis, cantando e exaltando a Divindade. Outra é o Boi-de-Mamão, folclore açoriano que traz vários animais feitos em armação e madeira de retalhos e panos coloridos, entre os quais o boi-de-mamão, que dançam acompanhados por uma charanga que faz a chamada para todos participarem.

Almir Martins tem vários livros publicados, como «A Presença da Baleia no Sul» e o «Romanceiro Açoriano» e embora reconheça que muito tem sido feito pela cultura açoriana muito ainda há por fazer. «Resgatando a cultura dos nossos emigrantes que para aqui vieram, encontramos a nossa identidade. Hoje existe aqui no litoral do Estado de Santa Catarina um orgulho muito grande da nossa ascendência. Há dez anos atrás não era tanto, as pessoas nem sabiam direito o que era isso de ser açoriano. Mas precisamos fazer mais», sublinha.

Por exemplo, acrescenta o poeta, «nesta Semana Nacional da Baleia Franca o nosso grupo Estrela Guia não foi convidado para participar de nenhum dos eventos que decorrem na cidade. Gostaríamos de ter participado com a nossa música e dança . Já recebemos do Evaldo Marcos, presidente da New Millennium Promoções e Eventos, que este ano organizou a festa, a promessa de que para o próximo ano a nossa presença está assegurada. Vamos cobrar isso. Numa cidade fundada por açorianos, com mais de dez mil descendentes numa população de 30 mil, os Açores não podem continuar esquecidos», lembra Almir Martins.

Rádio AzoresGlobal

 

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