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ART entrega PITER a Duarte Ponte

Terça, 25 de Fevereiro de 2003 em Reportagem 2021 visualizações Partilhar ART entrega PITER a Duarte Ponte

A ART (Associação de Turismo dos Açores) entregou, esta manha, a pré-candidatura do Projecto PITER (Programa Integrado Turístico de Natureza Estruturante e Base Regional), ao Secretário Regional da Economia, Duarte Ponte.

A cerimónia decorreu na Câmara do Comércio de Angra do Heroísmo, na presença dos vários órgãos de comunicação social. A Associação de Turismo dos Açores procedeu à escritura na passada sexta-feira, sendo o PITER o seu primeiro grande investimento, cujo valor ronda os 267 milhões de euros.

O presidente Luís Dutra deu início à conferência, entregando o projecto ao Secretário Regional da Economia. Após ter sido rubricado por ambos, o PITER foi apresentado a todos os presentes.

O Projecto

Os objectivos da proposta estratégica são, nomeadamente, reforçar a capacidade de atracção turística dos Açores, com a aquisição de novos equipamentos de atracção, criando serviços de formação e animação, dotando a região de maior acessibilidade; criar núcleos funcionalmente interdependentes, através de circuitos que se interpenetram e dinamizando oferta que se complementa, e dinamizar actividades económicas locais de animação turística, nomeadamente, serviços e equipamentos de animação.

Os objectivos a realizar inserem-se em dois projectos: o projecto âncora e o projecto comum, cuja tipologia resume-se a: projectos estruturantes de acessibilidades por via marítima; projectos que estruturam a oferta do turismo activo/aventura e projectos que valorizem a oferta de turismo na natureza.

A integração de três eixos estratégicos é importante na funcionalidade do PITER. Os eixos assentam em três destinos (áreas), que são: destino mar, no qual se projecta a criação de portos de recreio nas ilhas do grupo central, de um laboratório de Ambiente Marinho, na Praia da Vitória, e de uma Escola de Formação Actividades Marítimas, em Angra do Heroísmo, integrados no projecto âncora, e a aquisição de dois barcos turísticos de ligação inter-ilhas (com saída do porto da Praia da Vitória e Cais da Madalena), parte do projecto comum. O destino turismo activo/aventura, que insere um projecto comum que assenta na formação e aquisição de equipamentos das actividades a realizar. E para finalizar, o destino natureza e tradições, cujo projecto comum assenta na promoção e animação turística, através da criação de vários circuitos turísticos, como por exemplo, o circuito vulcânico, das Lagoas, das Baías, dos Trilhos e das Festas.

Alguns elementos de base para a criação deste PITER foram, entre outros, o aumento da procura de destinos de natureza e preservação do meio ambiente, modificação do tipo de motivações para as viagens, e uma maior exigência (crescente) de aumento da qualidade do serviço e da relação qualidade/preço do produto. Ou seja, o projecto vai ao encontro das necessidades actuais que implicam o crescimento do turismo nas Ilhas Terceira, Graciosa, Pico e São Jorge.

Os pontos fortes para a sua criação assentam na natureza: um destino não massificado, a possibilidade de pleno contacto com a natureza, um clima ameno para os mercados do Norte da Europa, ambiente não poluído e possibilidade de observação de baleias, e outras espécies marítimas, são factores que integram por completo o programa. No entanto, existem também alguns pontos fracos que o poderão por em causa, como por exemplo, as ligações aéreas, a oferta hoteleira reduzida e pouco diversificada, a falta de animação, e também uma imagem de clima adverso e a falta de conhecimento sobre produtos turísticos nas unidades de alojamento, por parte dos visitantes.

No que diz respeito a oportunidades, será um factor determinante que possibilitará um desenvolvimento turístico de raiz, um potencial para projectos de turismo de natureza/eco-turismo e será igualmente determinante para o aumento da capacidade hoteleira desenvolvida, que permitirá o aparecimento de novos produtos turísticos.

Tudo isto se não se contar com as ameaças, é que a insuficiência de mão de obra para operação, a possibilidade de excessiva dependência de operadores turísticos internacionais, a pressão turística excessiva sem medidas preventivas do ordenamento do território e de preservação dos recursos naturais e a inexistência de uma cultura/tradição de recepção de turistas são fortes ameaças para a funcionalidade deste projecto.

Luis Dutra referiu que a duplicação da oferta de alojamento dos Açores nos últimos quatro anos, um facto consolidado com a Ilha de São Miguel (que possui a maior fatia), foi um dado importante para a criação desta proposta. O presidente da Câmara do Comércio de Angra diz apostar na aprovação deste projecto que, embora tenha custos bastante elevados, será determinante para as necessidades turísticas patentes nas ilhas do grupo central e irá, de certa forma, projectar as empresas privadas desta área, cuja disponibilidade será imediata. A qualidade e a quantidade de oferta nas ilhas inseridas no projecto é grande e Luís Dutra acredita que os custos não serão relevantes se se confirmar o sucesso do PITER.

Duarte Ponte responde

Após a apresentação, o Secretário Regional da Economia comentou. Duarte Ponte começou por dar os parabéns pelo projecto, referindo a existência de outros dois projectos apresentados e aprovados, nomeadamente da Ribeira Grande e Vila Franca do Campo; refere que este terceiro projecto tem um montante muito elevado mas que será feito o possível, na medida em que o turismo tem que crescer, e dado que “a nossa economia está bem, e a oferta hoteleira pode crescer”.

As novas embarcações virão qualificar as ligações marítimas, um factor que Duarte Ponte refere para a promoção turística, “temos que prestar atenção ao Turismo”. Os operadores turísticos são importantes e o secretário afirma que há necessidade dos mesmos na Ilha Terceira, isto é, “precisamos criar operadores turísticos específicos para a Terceira”. Há que trabalhar para obter sucesso, e as ilhas em causa têm tudo para o alcançar.

Agora, Terceira, Graciosa, São Jorge e Pico esperam, juntas, pelo sim do senhor secretário, porque os “Açores têm o maior índice de aprovação de projectos”.

Rádio AzoresGlobal

 

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