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Vasco Tirana, mestre na madeira, desconhecido nos Aores.

Sábado, 03 de Novembro de 2001 em Reportagem 1881 visualizações Partilhar Vasco Tirana, mestre na madeira, desconhecido nos Aores.

Vasco Sousa -Vasco Tirana- Artesão de ontem e de hoje, é assim que se intitula, um mestre na arte da madeira que nos chega das Bandeiras, ilha do Pico. Na sua oficina, trabalha a madeira como ninguém e das peças grandes do nosso quotidiano transforma-as no Portugal dos Pequeninos.

Na reportagem que agora se segue, o Azores Digital dá a conhecer ao mundo este artesão, ilustre desconhecido no seu próprio arquipélago.

Vasco Augusto de Sousa, nasceu na ilha do Pico no ano de 1923. Autodidacta, dedica-se à arte de trabalhar a madeira, moldando-a e transformando-a em utensílio práticos e utilitários ou dando-lhe a beleza decorativa e o fascínio das miniaturas. Aprendeu os segredos desta arte com o seu pai, “Mestre Manuel Tirana”, dedicando-se ao ofício de carpinteiro, dedicando a vida inteira à madeira.

Esteve ao serviço da Força Aérea Americana na Base das Lajes, ilha Terceira, 27 anos, tendo retornado ao Pico, monta a sua própria oficina de carpintaria.

Actualmente tem-se dedicado à reprodução, em tamanho reduzido, das mais diversas peças de marcenaria e tanoaria, tradicionalmente usadas nos meios rurais: pipos, celhas, canecas, baldes, e outras. Cada réplica é fiel à sua congénere. A sua reprodução é perfeita e causa grande admiração a quem tem oportunidade de ter, na palma da mão, estes exemplares -um copo não tem mais do que 1 cm!.
As criações mais invulgares deste artesão, são umas pequenas arcas e estojos de madeira com aberturas secretas cujos processos, Vasco Sousa, só revela a cada comprador, deixando a curiosidade no ar.

Na sua oficina, trabalha sem o auxílio de ninguém, chegou a solicitar alguns apoios e subsídios oficiais, todavia, não foi devidamente atendido pelas entidades oficiais. Não se deu por vencido e continuou o sonho, movido pela curiosidade natural e impulsionado pelo seu espírito criativo e sonhador.

Com 78 anos de idade, não tem ninguém interessado em seguir esta arte e continuar com este tipo de trabalhos em madeira.
Outras particularidade deste artesão oriundo do Pico, prende-se com a sua intensa actividade na exploração de cavidades subterrâneas que ele ousou desvendar numa altura em que a espeleologia era ciência desconhecida nos Açores.

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