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Entrevista com o Presidente da Cmara do Corvo

Segunda, 27 de Novembro de 2006 em Entrevista 2116 visualizações Partilhar Entrevista com o Presidente da Cmara do Corvo

Pe. Alexandre Medeiros (Pe. AM) – Quem é o Fernando Pimentel? – Curriculum vitae Fernando Pimentel (FP) – Sou um cidadão Corvino que neste momento exerce as funções de Presidente da Câmara Municipal do Corvo. O meu nome completo é Fernando António Mendonça de Fraga Pimentel. Tenho 43 anos, sou casado com a Maria José e tenho 2 filhos: o Rui e a Ana Sofia. A nível profissional trabalho na PT Comunicações, sendo o funcionário da Empresa aqui na Ilha do Corvo. Pe. AM – Quando chegou à presidência, em Novembro de 2005, qual era a situação da Câmara Municipal? FP – Tendo tomado posse do mais pequeno município do País a 2 de Novembro do ano transacto, encontrei a Câmara profundamente estagnada nos diferentes departamentos, dando um claro destaque para os trabalhadores encarregues das obras municipais. Pe. AM – Faça um balanço deste primeiro ano de mandato. FP – Como deve calcular, ainda passou pouco tempo de governação para fazer um balanço rigoroso. No entanto já posso adiantar algumas medidas que foram implantadas no município, durante estes 12 meses de trabalho: em primeiro lugar apostamos na organização dos serviços, permitindo assim uma maior eficácia e celeridade; Por outro lado a autarquia teve a preocupação de dar um novo rosto à Vila, pela pintura dos muros e de edifícios públicos e pelo investimento na limpeza e recolha de resíduos nos espaços comuns; Outra das nossas apostas foi a execução de novos projectos municipais, como seja a obra de requalificação urbanística da zona do Ribeirão, a qual já está consignada. Ainda no campo dos projectos municipais dou um forte realce à construção da nova biblioteca municipal, para a qual já procedemos ao lançamento do concurso público, sem esquecer o novo projecto para a estrada sul, envolvente ao aeródromo do Corvo. E posso dizer que estou satisfeito com o trabalho realizado até agora, Pe. AM – Quais os projectos que tenciona desenvolver nos próximos tempos? FP – Como deve calcular qualquer autarquia vive dos seus projectos em favor dos munícipes e neste campo o Corvo não pode ser excepção. Dos muitos objectivos a que nos propomos destaco os seguintes: - a construção de um aterro sanitário; - a construção de um Espaço Cultural Multiusos; - a aposta em novos caminhos de penetração e a recuperação dos já existentes; - a construção de novas vias municipais; - a aposta na higiene e qualidade de vida, retirando os currais dos porcos do perímetro urbano; - a requalificação da zona balnear e do parque de campismo. Estamos todos confiantes que os projectos irão ser concretizados, para o bem de todos os Corvinos. Pe. AM – Se tivesse de escolher 3 prioridades para o desenvolvimento do Corvo, quais escolheria? FP – Bom aqui está uma resposta difícil, porque há muito que fazer e com toda a certeza que as reais prioridades da Ilha são mais do que três. Mas fazendo um esforço de síntese para responder à sua pergunta escolheria as seguintes: em primeiro lugar estaria as acessibilidades, tanto as marítimas como as aéreas; na segunda posição colocava a recuperação da habitação degradada; e por último precisávamos de mais e melhores vias municipais, Pe. AM – Tem tido o apoio necessário, seja do Governo Regional seja dos organismos autárquicos, para desenvolver os seus projectos? FP – No que toca ao Governo Regional dos Açores temos tido todo o apoio necessário. Mais diria que a autarquia da Vila do Corvo tem recebido um apoio e um acompanhamento inequívoco e essencial. Mas infelizmente não posso dizer o mesmo dos órgãos autárquicos. Muitas vezes os interesses pessoais e partidários estão sobrepostos aos objectivos comuns que devem ser executados em favor de todos os corvinos. Pe. AM – Na sua opinião a oposição politica, quer na vereação da Câmara quer na Assembleia Municipal, tem favorecido a tarefa política ou o seu trabalho tem ficado pela crítica destrutiva? FP – Como tudo na vida, também no exercício do governo autárquico, existe de tudo um pouco. Há autarcas que estão interessados em apostar no desenvolvimento da sua Ilha, outros aproveitam as ocasiões para promover e alimentar intrigas e maledicências. Tenho pesar que muitos destes últimos, sejam aqueles que gostariam que o Corvo não fosse uma Ilha com futuro. Mas fazendo uma análise global e, fazendo jus à justiça, o balanço tem sido positivo, seja na Câmara seja na Assembleia Municipal. Pe. AM – Ao que consta a crise financeira que atinge os departamentos governativos da República e da Região também chegou às autarquias locais. Qual a real situação económica da Câmara do Corvo e que medidas serão tomadas para a solucionar? FP – Como disse e muito bem, a crise económica e financeira atinge todos os organismos governamentais, incluído é claro as autarquias locais. A Câmara Municipal do Corvo tem se ressentido da crise sobretudo no que respeita às despesas correntes. Estamos confiantes que no próximo ano a situação melhore, uma vez que estamos a investir no rigor, numa politica sensata e vamos abster-nos de entrar em projectos megalómanos. Por outro lado fica-nos a garantia do Vice-presidente do Governo Regional, Dr. Sérgio Ávila que comprometeu-se a atribuir mais verbas para autarquias locais, no ano de 2007. Por tudo isto estou com esperança que a situação melhore nos tempos mais próximos. Pe. AM – Como Presidente da Câmara do Corvo, que presente gostaria de receber neste Natal? FP – É verdade e já estamos quase no Natal. O tempo passa depressa. . . Bom e se assim é, quero apenas formular um pedido, que gostaria mesmo que se realizasse: Que os Corvinos se sintam cada vez mais felizes e orgulhosos da sua terra.

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