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Rita Guerra - "O paraso existe, chama-se Aores"

Domingo, 10 de Dezembro de 2006 em Entrevista 2336 visualizações Partilhar Rita Guerra - "O paraso existe, chama-se Aores"

O repórter AzoresDigital tentou conhecer um pouco melhor uma das maiores Divas de Portugal: Rita Guerra. Saiba a sua relação com os Açores e com os açoreanos. 1. Numa volta aos Açores, revive algum sentimento em especial? Revivo a felicidade que senti enquanto aqui vivi, na Terceira - uma vida vivida com liberdade e segurança, com muita gente simpática. Foram quatro anos inesquecíveis. Fiquei muito comovida por poder estar, esta tarde, à porta da casa onde vivi esses anos, na Base das Lages. Trouxe-me muitas recordações bonitas, senti-me realmente muito emocionada. 2. O que acha das ilhas que já conhece? Acho que são todas lindas, cada uma com a sua beleza diferente. Costumo dizer que o paraíso existe e que se chama Açores. Acho que é uma expressão que revela bem o meu amor pelo arquipélago. 3. Como descreve o público açoriano? É um público muito caloroso e extremamente simpático. Sinto-me tão bem recebida que nunca perco uma oportunidade para voltar a cantar aqui, quando as condições o permitem. Hoje, pelas razões que referi atrás, por ter visitado a minha antiga casa, estou particularmente emocionada. E ainda fiquei mais quando soube que os bilhetes para os espectáculos estão a sair muito. Espero ver-vos por lá, vão ser noites com muito afecto em palco. 4. Como se sente, sabendo que é indiscutivelmente uma DIVA do nosso país, representante do que de melhor se faz em música portuguesa? Nunca me senti uma diva, mas agradeço-lhe o elogio. Apenas vivo com a preocupação de dar o meu melhor, ao público e a mim mesma. Mas fico obviamente muito satisfeita, por saber que agrado tanto ao ponto de receber elogios destes. São muito bons e aumentam-nos também a responsabilidade, a vontade de dar sempre mais e melhor. 5. Como descreveria a experiência de interpretar um tema com Ronan Keating? É uma experiência nova, pelo facto de ser um artista internacional reconhecido, embora como sabem os duetos não sejam uma novidade para mim. Este, no entanto, foi diferente, em vários aspectos. Foi um convite directo do próprio colega, o que é sempre mais emocionante. Depois, com tantas referências culturais a separar-nos, foi incrível chegar à conclusão que havia um grande entrosamento; talvez porque apesar de sermos pessoas diferentes, temos o mesmo tipo de referências musicais. E julgo que foi isso que nos levou a partilhar, com tanta facilidade e tanta energia positiva, uma canção como esta. 6. O que aconselha aos jovens artistas que se lançam agora no mercado? Aconselho que sejam verdadeiros no que fizerem, que não vão atrás de modas. As modas passam, porque são fabricadas. Um estilo e uma postura consistentes nunca passam de moda. Cuidem muito da vossa voz; e também do vosso corpo. Esta vida exige muito de nós e por mais energia e vontade que tivermos, não fazemos nada sem cuidar bem da nossa saúde. Sejam genuínos e conscienciosos da realidade e do desempenho que deve ter um trabalho, seja ele qual for. 7. Como nasce Rita Guerra e seu amor pela música? De forma profissional e assumida, eu nasço enquanto artista a cantar ao vivo, no circuito dos bares, aos 16-17 anos. Mas a paixão pela música, essa, herdei-a dos meus pais e desde pequenina. Era uma casa sempre cheia de música, tanto com os meus pais como com os meus quatro irmãos. Por isso, estabeleci muito cedo uma relação muito forte com ela. E como se isto não bastasse, ainda havia um piano lá em casa… Pode dizer-se que era, mesmo, para dar origem a “um amor inevitável”. 8. Um voto aos açorianos? Vocês são um povo maravilhoso e eu teria o maior orgulho em ser açoriana. Desejo que a vida vos presenteia a todos muita felicidade e paz. Bem hajam! Beijos a todos!

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