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Privado recupera moinho de gua na Agualva

Domingo, 13 de Janeiro de 2002 em Reportagem 2150 visualizações Partilhar Privado recupera moinho de gua na Agualva

Álvaro Martins Homem, primeiro capitão donatário da Praia, ergueu 8 moinhos ao longo da ribeira do Silveira os quais, serviam grande parte da Praia. Assumem grande importância, chegando a pagar foro e tributos a El-Rei, quem os utilizava. Mais 12 moinhos seriam edificados. Uma lei de 2 de Agosto de 1766, viria a por cobro a esta situação, democratizando a utilização destes.

Ao longo da ribeira da Agualva, a freguesia que tem como orago Nossa Senhora do Guadalupe, chegou a possuir 48 moinhos de água, produzindo então farinha para quase toda a ilha.
Actualmente, subsistem poucos ou nenhuns vestígios dos inúmeros moinhos existentes na freguesia.

Todavia, na Rua dos Moinhos, encontra-se edificada uma dessas edificações centenárias.
Na visita que o “Azores Digital” efectuou, em Dezembro passado, ao moinho, tivemos o prazer de conversar com o seu proprietário, Manuel Toledo e com um dos últimos carpinteiros de moinhos, Manuel Pereira, existentes naquela freguesia do concelho da Praia da Vitória.

Manuel Pereira, 78 anos de idade, desde novo enveredou pela profissão de carpinteiro de moinhos. Durante anos andou por toda a ilha a consertar, a construir, a manter os inúmeros moinhos que existiam na ilha Terceira. Numa das vezes que estava a consertar a engrenagem de um moinho de água, quase ficou sem um braço. Se não fosse a sua audácia, teria ficado incapacitado para o resto da vida. Actualmente, participa efusivamente na recuperação de um dos últimos moinhos de água existentes na ilha. Possui a chave e, recorda com nostalgia, tempos idos.

Pertencente a Manuel Toledo, é uma construção doméstica de dupla funcionalidade composta por moinho e moradia. Está na família há duas gerações.

Em termos arquitectónicos, o espécime apresenta-se com três pisos: 1.º onde se localiza a engrenagem do moinho; 2.º piso área de trabalho; 3.º piso (sótão) dormitório.

No início, detinha apenas a função para a qual foi construído. No início do século XX ampliou-se o moinho, dotando-o de cozinha e maior área habitacional.

Para dar uma ideia geral como funciona, a grande roda externa de madeira é movida pela água que corre ao longo da ribeira por um canal. A sua força descendente, provoca o movimento da engrenagem que, por sua vez, por meio de rodas dentadas, faz girar a mó em pedra, produzindo a farinha. O moinho chegou a ter duas rodas exteriores, o que duplicava a produção.
Nos primórdios, a água entrava, de acordo com o proprietário, por baixo do moinho, estando a roda colocada em posição horizontal.
O moinho pode ser visitado.

Rádio AzoresGlobal

 

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